domingo, 7 de janeiro de 2018

Cadê o namoradinho?

Quando você fala que está bem, que sente-se realizada sozinha, que não quer alguém ao seu lado, pelo menos por enquanto, tem gente que não acredita. Diz que você está encenando, que nem você acredita no que fala. Mulher, eu acredito. Você que fica me enchendo a paciência. "Ela é amargurada por causa do passado". Meu passado não me atormenta, ele é bem resolvido, meu bem.

“Você vai acabar sozinha”, já ouvi de um cara casado que vi dando em cima de algumas mulheres na igreja. “Você precisa de um homem ao seu lado”, escutei de uma mulher casada com visíveis sinais de insegurança quando qualquer outra se aproxima do marido dela. Ah, o marido era loucamente apaixonado por outra mulher, mais jovem, e já confessou que casou porque precisava ser "curado". Testemunhas afirmam que não adiantou.

Tenho amigas que já tentaram me juntar com alguns caras. Nessas horas eu corri mais que o Diabo corre da sombra da cruz. E aqueles caras que têm namoradas, no entanto insistem em mandar mensagens no WhatsApp (se você fala zap, pior, se fala zap zap nossa amizade morreu aqui) procurando aquele tipo de conversa? E quando o cara casado chega detonando a esposa, falando tudo de ruim sobre a mulher. "A gente nem dorme mais na mesma cama". Sei, eu acredito, viu? Pior que tem gente que se ilude, cai nessa conversa feito patinho...

Ai, eu me pergunto... Por que estar em um relacionamento assim? Mas também afirmo: tem gente que é feliz e muito em seu relacionamento, dona moça. Não tenho exemplos no momento, todavia tenho certeza absoluta que nem toda relação é um teatro, mesmo em uma época na qual relacionamento é algo tão efêmero.

Meus pais, algumas amigas, uns colegas, e gente que eu mal conheço dizem que preciso ter alguém ao meu lado. Sei lá, ficam com pena de mim, olham como se eu não tivesse vencido na vida. Se quiserem me chamar de derrotada porque não estou em um relacionamento... Bem, vão“pocar” as costas de tanto falar, filhote.

Não é que eu não queira alguém, não deseje ter alguém caminhando comigo, ou que tenho medo de relacionamento. Sonho. Não estou dizendo que amar não é lindo. Acredito que seja maravilhoso. Aliás, tem cena mais linda do que família do comercial de margarina? Eu torço por Meredith e Derek (não venham com spoiler, pois não terminei de assistir). Vivi paixões intensas, outras nem sei porque vivi. Cansei delas.

Não é que esteja escolhendo demais (e se estivesse?). Acontece que valorizo tanto a minha solidão (não é a palavra adequada, todavia é a que veio à minha mente no momento), que para invadir meu espaço tem ser alguém que valha realmente a pena.

Gente, não é ruim ser solteira, não quer dizer que você fracassou, nem significa que ninguém te deseja, gosta de você, que nunca será amada (o). Dá para ser feliz sozinha (o) até que apareça aquela pessoa, não qualquer pessoa. Porque tem que ser intenso (comigo não tem negócio de 8 ou 80, é sempre 80). Vai aparecer aquela pessoa que vai te surpreender em um dia comum e que tornará a data especial para vocês. Até lá, vá viver, mulher. Pare de iludir e ser iludido, homem de Deus. Assista séries, pode ser algo romântico (não é meu gênero predileto), fique desidratada de tanto chorar, porém não entre em depressão comparando ficção com realidade. Veja algo que te faça rir também, assista tiros e sangue. Cuide da sua aparência, vá ao cinema sozinho, jante sozinha, ou então chame os amigos. Se achar necessário, procure um psicólogo para tratar sua carência.

Se avexe não, que a burrinha da felicidade nunca se atrasa. De jeito nenhum entregue a responsabilidade da sua felicidade nas mãos de alguém (passei por isso recentemente, conto outro dia). Não force, não precisa se encaixar em uma relação, vai acontecer naturalmente. Relacionamento tem que ser escolha e não necessidade.


Observação: isso não é indireta para ninguém. É só um desabafo após cobranças da família, amigos, e gente que conheci há dois meses.



sábado, 31 de março de 2012

"Sem batom não dá"

Holly Golightly acaba de deixar a prisão e Paul Varjak conta que José terminou com ela por meio de um bilhete...

- Uma garota não pode ler essas coisas sem batom.
- Pode lê-lo para mim? Acho que eu não suportaria.
- Tem certeza de que quer que eu leia?
- Anran.
- Certo.

"Minha querida, eu a amei sabendo que você não era como as outras. Mas imagine meu desespero ao descobrir, de maneira brutal e pública, que você é diferente do tipo de mulher que um homem da minha posição espera ter como esposa.

Eu sofro com a desgraça de sua atual situação e não encontro em meu coração nada que venha adicionar mais uma condenação às condenações que já a cercam. Espero que não exista nada em seu coração que me condene. Tenho um nome e uma família a zelar. E sou um covarde diante dessas instituições.

Esqueça-me, boa garota, e que Deus esteja com você. José."


Do filme Breakfast at Tiffany's (Bonequinha de Luxo).

sábado, 28 de janeiro de 2012

Piada Barata

É tão ruim que não merece nem o Framboesa de Ouro


Na última terça eu tive uma das piores experiências em minha vida: assisti As Aventuras de Agamenon, o Repórter. Em poucos minutos perdidos do meu tempo em uma sala de cinema vazia, cheguei à conclusão que o gênero do filme não pode ser classificado como comédia. Aliás, aquilo não é filme. E quem me conhece sabe que arrancar uma risada minha é fácil.

O interesse pelo "filme" surgiu quando soube que o jornalista Agamenon Mendes Pedreira foi um personagem criado há mais de 20 anos, e que até hoje assina uma coluna publicada na edição dominical do jornal O Globo. Mas se o pobre Agamenon tinha algum prestígio, antes de ir para o espaço ele passou pela telona. Sim, confesso que pequei por não ter observado que a direção tinha total envolvimento com Casseta e Planeta (volta para o mar oferenda!). Agamenon é uma criação de Hubert e Marcelo Madureira.

A ausência de uma trama é preenchida pelo constrangimento que as piadas -tão gastas e sem graça-, "proporcionam". Elas beiram este nível: proctologista Jacinto Leite Aquino Rêgo. E sabe quando alguém fala "Fulano está atrás de Beltrano", aí outro retruca, "Atrás!". Triste! As piadas sobre zoofilia são péssimas. A flatulência de Albert Eistein, triste. As tentativas de fazer o telespectador rir com o ataque às Torres Gêmeas e o Tsunami na Indonésia são piores ainda, assim como a frustação de arrancar algum riso com o caso de Ronaldo “Fenômeno” e os travestis. Outro trauma que tento superar é ter que acreditar que Fernanda Montenegro, grande atriz no cinema nacional, fez a narração daquilo. A única parte do filme que ameniza o erro classificado como comédia é o "Funk dos Aliados". Na verdade, sou um tanto suspeita para falar, já que gosto de alguns quadros musicais que Marcelo Adnet faz na MTV...

Tenho certeza que todos aqueles que se envolveram direta ou indiretamente na realização devem ter definhado de vergonha. Meus sentimentos a Fernando Henrique Cardoso, Caetano Veloso, Suzana Vieira, Paulo Coelho, Jô Soares e outras vítimas. Resumindo, o "filme" é uma reunião com o maior número possível de bestialidades por cena. 

sábado, 24 de dezembro de 2011

Da série não funciona, meu caro


Acho difícil uma mulher se sentir bem com um cara que olha para ela assustadoramente na rua, parecendo que vai cometer um crime contra a pobre coitada. Pior ainda quando alguém que nunca te viu na vida fala que vai te "chupar/rasgar/lamber toda, mãe!" Tem coisa mais desagradável do que enquanto você espera por uma oportunidade para atravessar a rua, e um idiota, que se intitula homem, para em sua frente e diz que quer ver você "fazer caras e bocas" quando ele começar a fazer "aquilo" em você? Ai, sai dessa!


Sabe, é comum as pessoas falarem que pareço ser mais nova (24 aninhos). Talvez seja pelo meu corpo de adolescente em desenvolvimento. Dizem que eu tenho cara de menininha. Mas diante de uma situação dessa, um chiqueiro não ganha do meu momentâneo vocabulário e eternamente vergonhoso para meu pai e minhas amigas Lauritcha e (essas meninas não falam palavras feias).
Eu rootz, no dia do meu casamento. Adoro all star.

Das péssimas formas de demonstrar que uma mulher te atraiu, pior do que 'secar' e falar essas besteiras é tocar. Ai, pronto!! Oh, pobre miserável, você assina sua sentença de morte quando faz isso comigo. Viro Undertaker! Mestre Miyagi teria mais orgulho de mim do que do Daniel San. Antes que eu esqueça, passar a língua nos lábios e tentar imitar o olhar de Robert Pattinson em Crepúsculo, é feio. É muito feio! Você olha e pensa: "Gente, o que é isso?"

É fato que nunca fui do tipo patricinha como minhas irmãs e a maioria das minhas amigas. Sou rootz, como disse um carinha ontem. Conheço pessoas que são irritantes porque vivem menosprezando outras por conta da aparência. Ah, vá! Adoro meu jeito "Culture Club de ser"! Mas preciso deixar claro que estou bem longe do jeito "moleque macho de ser"! Sério! Sobre esse assunto a gente vai tratar outro dia.

Voltando ao tema, nunca vi ninguém levar alguém para cama com "psiu, menina". Entretanto tem aquilo, né, o fato da novinha aqui nunca ter visto não significa que isso nunca tenha ocorrido. Não faço a mínima ideia do que pode fazer a gente se apaixonar à primeira vista por um cara, ou simplesmente nos atrair por alguns segundos. Contudo, garanto que parecer um pitbull no cio não é legal. Não é, não.

domingo, 23 de outubro de 2011

Pensei que nunca fosse sentir falta


É para ler ouvindo Nights In White Satin - The Moody Blues

O tempo vai passando e as cicatrizes finalmente se formam. Esquecer? É uma palavra que por mim não deve ser lembrada, porque jamais conseguirei conjugar este verbo.

Às vezes me pego lembrando dos bons momentos, raros, mas eternos. Em uma música, uma frase, uma brincadeira, um poema, um filme, uma palavra, uma vinculação... Dos males, este último tem sido o pior...

A sensação de tentar encontrar justificativas para o que aconteceu é a mesma que está presa em um labirinto sem um mapa, sem uma bússola, sem qualquer objeto que me oriente. E as lágrimas que nunca me deixam sozinha em momentos como estes, me dizem que é melhor lutar para ficar satisfeita com os pequenos instantes, do que tentar continuar a escrever uma história que já acabou.

Nostálgica? Talvez, porém, nem tanto. Confesso, às vezes sinto saudade. É, bateu uma tristeza...

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

'A vida é um pé de goiaba'


Hoje aconteceu algo bem legal comigo" Há séculos que eu não via aquela pessoa doida! Aliás, doida, não. A maluca da relação sempre fui eu. Umas das minhas primeiras amizades. Até hoje guardo nossas cartinhas... Apesar de um paradoxo (ela sabe do que se trata e vai entender o termo) do destino ter pregado uma peça (que peça!) em nós, pela intensidade dos nossos abraços, deu para sentir que aquela amizade ainda estava ali.

Eu só tinha que ir até a livraria e entrevistar o sociólogo, mas quem eu encontro: ela! Por um instante esqueci do que tinha que fazer e matei a saudade. "Se fosse combinado, a gente não se encontrava!" Sabe aquele lance de separadas na maternidade? Pois é!

PS.: Eu estou até com medo dela ver essa postagem. Pode ser que tenha algum erro... É. Ela escreve bem pra caramba! E já é tarde, e tenho que adaptar meu memorial às normas da ABNT.

PS.: O título da postagem é uma das filosofias dela, mas isso é outra história.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

O homem da minha vida


Não escondo de ninguém meu amor platônico: Wagner Moura. Mas Wag, desculpa. Desta vez, você não será o cara. Esta postagem é para você, pai.

Desde que virei gente grande sinto muito sua falta. E agora, eis aqui um momento. Você dormindo e eu sem poder te acordar. Logo por esses dias que estão sendo tão tristes... Mas eu sei que a gente se ama, e em breve eu vou poder te azucrinar.

Taí, alguém por quem mato e morro. Para mim, você é o cara, pai! Te amo muitão! É nós, painho!